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Diário de Bordo: Comunidade Maasai de Lenkisem


Comunidade Maasai, Kenya

Era minha terceira viagem ao Quenia, e vinha consolidar o trabalho realizado com a ajuda solidaria da comunidade uruguaianense. Sempre é muito cansativo, pois tenho que me reunir com o comitê diretivo dos Maasai e com o padre Remigio, o suporte fundamental para a realização do projeto. Ele é um expert em construção e sua liderança na comunidade me protege de desvios de dinheiro e algumas outras irregularidades tão comuns na África.

John é um jovem líder Maasai que está abrindo seu própio caminho através de muito esforço, e tem intenções futuras de entrar para a política, como uma forma de ajudar sua tribo. Quase toda a comunidade maasai, com suas vestes coloridas, cantavam e dançavam, acompanhando o cortejo em homenagem ao formando. A missa realizada na capela da missão foi longa e estávamos exaustos. A forma vibrante como a comunidade reagiu, de ver um dos seus ascender socialmente através do estudo, o capacita no futuro a ser seu representante distrital.

Durante o sermão, padre Renigio chamou John, seus pais, Martin e eu para a frente do púlpito para falar de nosso projeto. Após a missa fomos ver os banheiros que faltavam para a Creche Uruguaiana. Inauguramos simbolicamente a nova Creche Paul Harris (só está faltando o teto) e finalmente organizamos uma partida de futebol entre duas equipes de jovens da comunidade. Conforme verão nas fotos, nesse momento fundamos a primeira equipe com o mesmo nome do SC Internacional em terras africanas. É uma das formas de incentivar práticas saudáveis e que podem server como inclusão social.

Nos recolhemos para descansar no alojamento da Missão. As condições eram precárias, mas era a única opção que tínhamos. Fomos convidados a jantar junto das freiras. O calor humano como nos trataram, o olhar sereno e de muita paz que transmitem, nos fez criar forças e esquecer todo e qualquer mal estar físico. Após untar-nos com repelente e a colocação correta do mosquiteiro, para proteger-nos da malaria, tivemos um sono reparador, apesar do calor.

Na manhã seguinte partimos em direção da mítica montanha – o Kilimanjaro – quase no limite com a Tanzânia, onde se encontra o “Amboseli Serena Safari Lodge”. Seriam 3 dias para repor energias. A missão estava cumprida.

Até Zanzibar, ilha paradisíaca, na costa do oceano Índico.

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