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Diário de Bordo: 3 e 4/11/2011
Victoria Falls, Zimbabwe – parte II

Hoje nos despedimos de nosso amigo espanhol, que continuaria sua viagem em direção de Moçambique. Retornamos em taxi novamente para o passo fronteiriço de Kazulunga (agora cruzaríamos para o Zimbawe). Amigos do Benhur e meus nos haviam alertado de que seria arriscado uma visita a esse país africano. Leio nos jornais que existe racionamento de gasolina, muita inflação e quase não existe coca-cola. Como ando a pé, não sou adito à coca-cola e a inflação, só interessa aos que vivem aqui, achamos por bem enfrentar o desafio.

As informações se acumularam tanto que a esta altura da viagem tínhamos que estar muito atentos para evitar dissabores ou confusões. A língua mudou de Setswana para Shona ou Ndebele (similar ao Bantu); o dinheiro mudou de Pulas (Botswana) e Chacra (Zâmbia) para o virtual dólar Zimbawense. A inflação é tamanha que em um quiosque de souvenirs estava a venda uma nota de 100 trilhões de dólares zimbawenses. O caos é tão grande que a própria moeda é motivo de chacota por seus habitantes.

O país é governado com mão de ferro por Roberto Gabriel Mugabe, 80 anos e a trinta e um no poder. Sentimos, já na entrada do país, uma certa tranqüilidade para os turistas com respeito a preços de serviços e ausência de cambistas (uma eterna tortura para os viajantes). Trocar dinheiro na rua é considerado crime.

Como estava bem descansado e já curtido da estada em Zâmbia, averigüei o preço de taxis e contratamos o Nathan para trazernos até Vic Falls, como é carinhosamente chamada por seus habitantes e viajantes. Combinamos o preço que já sabíamos, e Nathan disse que gostaria de levar mais duas pessoas conosco para completar o preço da viagem ao que aceitamos.


Victoria Falls – vista panorâmica desde o helicóptero

A primeira impressão de Vic Falls foi ótima e em pouco tempo estávamos alojados no Victoria Falls Rest Camp, justo a escassas quadras do centro da vila. O preço é excelente em relação a todas as facilidades que nos proporciona: piscina, jacuzzi, frigobar e um excelente e de muito bom gosto bar e restaurante. Por primeira vez, pudemos desfrutar da verdadeira gastronomia africana. Comentávamos a falta de imaginação dos africanos, que em vez de aproveitar todas as possibilidades de uma gastronomia diferente e exótica, optaram em importar modelos sem graça e sem gosto algum (Burger Kings e similares). Não sou chegado em comentários sobre comida, primeiro porque não sou gourmet e segundo porque prefiro tecer alguns comentários sobre o país que visito, o povo e seus costumes; interesso-me mais por algo que entendo chamar-se Geografia Humana (e não por futilidades), mas se impõe falar de nosso menu para hoje: Benhur se atracará num javali e eu num filé de cola de crocodilo, todos condimentados com salsas típicas e degustando um Shiraz sul-africano servido corretamente, à temperatura de 18º.

Como estamos relaxando de nossa extensa e cansativa jornada de quase trinta dias por terras africanas, nosso ritmo diminuiu para acompanhar o dos nativos (aqui é tudo em slow motion como na Bahia), mas já agendamos para os próximos dias: voo em helicóptero sobre as cataratas; safári sobre elefantes; safári a cavalo e o imperdível chá das cinco dos antigos colonizadores ingleses, no elegante Terrace Café do Victoria Falls Hotel, com vista para as cataratas.

Espero que a Margarete e o general Leal não se zanguem comigo. Ela por eu ter permitido seu amado filho a cavalgar junto de animais selvagens e o general por eu trazido o amigo para terras tão conflituosas.

São 6h30min e estou assistindo à TV Aljazeera em inglês no In-de-Belly Restaurant, que se encontra dentro do Rest Camp, sentado em uma elegante poltrona de ratam, legado da colonização inglesa, com uma relaxante vista para a piscina.

Depois conto como foram nossos últimos dias em Vic.

Tchau!


Almoço no Indbelly Restaurante, com nosso amigo Justice, fã de futebol que ganhou um boné do Internacional

Com meu canivete suíço, proteção para as trilhas desertas

Cruzeiro no Zambezi

Distribuindo material do inter para o nosso chofer Nathan e seu filho

Entardecer no Zambezi, quarto maior rio da África

Inflação de impressionar até brasileiro – nota de 50 trilhões

Passeio com elefantes

Passeio com elefantes

Resolvemos tomar chá com o Mugabe

Safári em elefantes

Um baobé de mais de 1000 anos e 20 metros de circunferência

Victoria Falls

Victoria Falls

Victoria Falls

Victoria Falls

Victoria Falls

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