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Diário de bordo: Zanzibar, The Spice Island

A ilha de Zanzibar faz parte de um arquipélago no Oceano Indico, costa oriental da Africa: The Suaile Coast. Situada a 6 graus ao sul do equador, linha que passei pela primeira vez por terra nos dias anteriores, tem um clima típico das regiões da área: calor, alta umidade e chuvas frequentes. Aqui, diferente do continente, a cultura é totalmente diferente. Se pratica o islamismo, pela grande influência das migrações da Península Arábica, que praticavam na região, há seculos, a escravidão. A ilha é um encontro de muitas etnias, pois aqui aportaram por sua posição estratégica em relação aos países da Ásia, como India e China. Exportavam escravos (destinados a Arábia e Pérsia), ouro, marfim, madeira, cravo-da-india, e importavam especiarias, vidro e texteis. Com o passar do tempo tornou-se uma encruzilhada tão importante para o comércio, que os Sultões enviavam seus representante ate para New York, para fazer acordos comerciais.


Sua principal atração histórica é a Cidade De Pedra (Stone City), com seu labirinto de ruelas estreitas, passagens tortuosas e balcões indianos, com sacadas projetadas. Zanzibar foi o maior mercado de escravos da costa Oriental da África. Dá gosto de ver as portas esmeradamente talhadas, algumas marchetadas de bronze e que são o único luxo que restou das residências dos pródigos mercadores. Muitas dessas residências foram restauradas por alguns milionários americanos, recuperando um pouco o romantismo da ilha. Eles restauraram os prédios onde hoje funcionam os hotéis Emerson e Green Hotel, e o Shangani House.

As camas sao entalhadas em madeira e cobertas pelos tradionais mosquiteiros. Ao entadecer é hora de colocar repelente e usar calças compridas e camisa de mangas longas, para prevenir-se da Malária. Estarei 6 noites aqui descansando de toda a correria dos safaris. A culinária é refinada e tive a sorte de alojar-me no Tembo Hotel, dirigido por indianos desde 1885. Amanhã enviarei fotos do hotel, de frente para o Oceano Indico e na cidade histórica.

No primeiro dia fiz um tour – Spice Tour – onde fomos conhecer as granjas (farmers), onde eles têm todo tipo de especiarias (pimentas, cinamom, baunilha, etc) e após um almoço com muito arroz e chapati, sentados no chão e sem sapatos como ensina o Corão. Após o almoco fomos dar uma esticada na praia e ver as grutas onde os árabes escondiam os escravos depois de ser abolida a prática. Durante a viagem conheci muitas pessoas interessantes, que trabalham como voluntários onde os necessita: Dorthy Beasley, juiza aposentada de Atlanta (USA), que está ajudando o Tribunal de ruanda para encontrar os crimonosos que praticaram o genocidio em seu pais; a juiza de Uganda, Solony Sububa, e o Consultor Internacional Para o Desenvolvimento da Democracia no Mundo, Mark (irlandes, de Dublin). São pessoas cheias de vida, que poderiam estar usufruindo de suas aposentadorias e estão ajudando a melhorar o mundo. Elas transmitem a sensação de que nem tudo está perdido em nossa humanidade.

Nesse momento estou no ciber e escuto a chamada do Muezin para a última oração do dia. O véu é usado por quase todas as mulheres. Parece que estamos em outro país. Pelo que li, as ligações entre o continente e os habitantes do arquipélago é muito tênue.

Hoje pretendo jantar no Restaurante e Cafe Mercury’s house (o cantor Fred Mercury nasceu em Zanzibar).

Até amanhã.

1 Comentário

  1. Alarico Valls de Moraes — 16 de novembro de 2010 #

    Tio Lau

    Hoje consegui ver as fotos.

    Parabens
    Xila

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