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Diário de bordo: Nairóbi – Mombasa

Partimos cedo de Nairobi em direção sul, até Mombasa, o porto mais importante da África oriental. Aos poucos iniciamos a ver o pico nevado do Kilimandjaro, pois o céu estava muito claro. Em minutos escureceu e iniciaram as chuvas curtas da temporada. Não me preocupei pois tinha lido sobre as diferentes estações.


Viajamos os quatro: o chofer John, os guias maasai John e Daniel, e eu. A estrada estava muito movimentada com enormes caminhões que iam para Kampala, Uganda. Foram 4 horas de viagem por um fundão, pois depois de 1 hora adentramos para o interior mesmo por estrada de areia. Os córregos estavam todos secos, assim que passávamos bem, quando chegamos fomos recebidos por toda boma (comunidade do interior), pois estavam preparados para receber-me. Fomos primeiro conhecer a família de Daniel, onde eu iria passar a noite. Eu mal podia entrar na casa, não tinha luz nem água corrente, mas eu estava preparado, era o que eu queria, estar uns dias vivendo naturalmente como eles. Após iniciamos por conhecer a livraria, recém inaugurada, com TV e DVD. John e Daniel, que estudam turismo e computação, lideraram a empreitada.

Nos dirigimos depois para a escola, que estava centralizada equidistante das casas, para as crianças não caminharem muito. Se chovia, “no class”. Toda a comunidade me esparava com roupas de festa. O líder (Laibon) veio receber-me e disse “karibu” (bem-vindo). Respondi “assante sana” (obrigado).

A cerimônia com que me receberam foi emocionante. As meninas e os meninos cantaram e dançaram. Depois foi a vez das mulheres, com seus coloridos colares e com seus típicos movimentos do pescoço. Após, o líder da comunidade dirigiu-se a mim, me dando as boas vindas e explicando os sérios problemas dos maasai de Lenkisem: “no water”, “no school”. Depois, falei para todos os nativos, sendo traduzido para o suaíli pelo Daniel. Me fizeram sentar em um pequeno banco e as professoras tambem me homenagearam. No final me foi entregue uma comenda, o “rungu”, que significa poder. Foi para mim uma experiência incrível estar dois dias compartindo com a tribo seus costumes e suas comidas típicas. Enquanto descansava na pequena choça de barro, na minúscula peça do lado preparam um delicioso “chapati” – torta frita de trigo com sopa de repolho. Para dormir não foi fácil. A cama era de pedaços de madeira com um couro por cima. Me virei a noite inteira, pois todo o esqueleto doía. Foi um verdadeiro teste para a anatomia humana e para o harmonia do esqueleto.

Valeu a pena. Era o que eu queria. Uma aventura e tanto.

Até amanhã!

3 Comentários

  1. Joao Carlos Ribeiro — 12 de novembro de 2010 #

    Parabens Raul, por ter realizado mais este desafio.
    Abraco
    Joao Carlos Ribeiro

  2. Alarico Valls de Moraes — 12 de novembro de 2010 #

    Tio Lau

    Coloca fotos no blog, para vermos

    Um beijo

    Xila

  3. Roslyn Greig — 15 de novembro de 2010 #

    Congratulations Raul!!! You made it! Plans and dreams coming true!

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